"Igreja católica não deveria ter líderes vitalícios", diz papa

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O papa Francisco disse nessa sexta-feira (3), que a igreja católica não deveria ter ” líderes vitalícios”, para não correr o risco de se tornar um país sob ditadura.

Francisco, de 78 anos, já havia declarado anteriormente estar pronto para renunciar se ele sentisse que não poderia continuar liderando a igreja de 1,2 bilhões de fiéis, por razões de saúde ou outros problemas.

“Sejamos claros. O único que não pode ser substituído na igreja é o Espirito Santo”, disse o pontífice argentino nessa sexta-feira, num discurso a cerca de 30 mil pessoas, durante um evento ecumênico na praça São Pedro, no Vaticano.

Deveria haver um limite de tempo para os cargos (na igreja), que na verdade são cargos de serviço”, afirmou Francisco, numa fala em parte improvisada.

Deixando claro que seus comentários não se restringem ao clero, ele acrescentou: “É conveniente que todos (cargos) na igreja tenham um limite de tempo. Não há líderes vitalícios na igreja. Isso ocorre em alguns países onde existe uma ditadura”.

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