Carolina Munhóz e Raphael Draccon: Conheça o casal da literatura fantástica

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A escritora Carolina Munhóz, 26, trabalhava em seu computador quando Paulo Coelho lhe chamou no Skype para perguntar: “Me explica quem é John Green?”. Ele estava curioso com aquele nome que despontava no topo das listas de livros mais vendidos do Brasil. Carolina explicou quem era o norte-americano autor de sucessos como “A Culpa é das Estrelas” e “Quem é Você, Alasca?”, e a resposta de Coelho foi sintomática. “Então ele é um dos nossos.”

Carolina pode, sim, ser considerada do mesmo time de nomes como Green e Coelho: autores que fazem enorme sucesso, têm um público extremamente fiel e que conseguem viver apenas da venda de seus livros. O último da escritora, por exemplo, o recém-lançado “Por Um Toque de Ouro”, ganhou duas tiragens de 10 mil exemplares antes mesmo da sua chegada oficial ao mercado. O trabalho anterior, “O Reino das Vozes que Não se Calam”, escrito em parceria com a atriz global Sophia Abrahão –com quem está para lançar “O Mundo das Vozes Silenciadas”–, já havia sido figura constante entre os títulos mais vendidos do país. Sem falar que ela contabiliza cerca de 250 fã-clubes. “Sinto que tenho amigos”, diz.

Se os números de Carolina já impressionam, os de seu marido são ainda mais superlativos. Ela é casada com Raphael Draccon, 34, outro importante nome da literatura fantástica e atualmente um dos maiores vendedores de livros no país. Sua trilogia “Dragões de Éter”, por exemplo, já passou dos 200 mil exemplares comercializados e se tornou best-seller até mesmo no México. “Os livros de fantasia não são de momento, mas de cauda longa, que estão sempre vendendo quando o autor dá continuidade a sua carreira”, afirma Draccon.

“Lidamos com um público que compartilha a paixão que sente pela gente, são propagandistas do nosso trabalho, espalham o que leem pelas redes sociais, emprestam os livros uns para os outros”, analisa o escritor ao falar sobre como o público que atingem ajuda a conquistarem tanta audiência. “Outros gêneros não possuem um público tão feroz e apaixonado”, completa Carolina.

Eles fazem parte do time que consegue viver só com venda de livros.

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