Lava Jato; Cerveró e Baiano são condenados por corrupção e lavagem de dinheiro

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A Justiça Federal condenou, nesta segunda-feira (17), o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o lobista Fernando Baiano e Júlio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, por corrupção e lavagem de dinheiro. A ação penal teve origem na 8ª fase da Operação Lava Jato.

Os três são acusados de envolvimento no esquema de fraude, corrupção, desvio e lavagem dinheiro descoberto dentro da Petrobras. Cerveró e Baiano foram acusados de receber e intermediar propina em contratos da estatal.

Veja pelo que cada um foi condenado
Nestor Cerveró: corrupção passiva e lavagem de dinheiro – 12 anos e 3 meses de prisão
Fernando Baiano: corrupção passiva e lavagem de dinheiro – 16 anos e um mês de prisão
Júlio Camargo: corrupção ativa e lavagem de dinheiro – 14 anos de prisão, porém, devido ao acordo de delação, deverá pegar cinco anos, em regime aberto.

Denúncia
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), Fernando Baiano e Nestor Cerveró sãosuspeitos de receber US$ 40 milhões de propina nos anos de 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México.

Fernando Baiano era representante de Nestor Cerveró no esquema, segundo a denúncia, apresentada em dezembro de 2014.

Na sentença, porém, consta que as vantagens indevidas tenham superado R$ 54,5 milhões. Cerveró e Baiano terão que devolver este montante à Petrobras como forma de indenização pelos danos decorrentes dos crimes.

Eles já respondem por envolvimento em outros crimes apurados pela Lava Jato.


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