Atriz Andréia Horta diz que sonha com Elis Regina 'toda noite'

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“Eu penso tanto nela que, à noite, eu…”, diz pela metade Andréia Horta, 32. Encontra com Elis em sonhos? “Sim, eu sonho com ela todas as noites”, completa a atriz, caracterizada como a cantora para sua cinebiografia, e começa a verter lágrimas.

Fã desde a infância (dos 14 aos 21 anos usou os cabelos cortados “Joãozinho”, como Elis no fim da vida), Andréia teve três meses para se transmutar na cantora, que morreu em 1982, um ano antes de ela mesma nascer.

Durante esse período, tinha professor de baile, aulas de canto e preparadora vocal –ela canta em várias cenas.

O clima das filmagens do longa sobre a Pimentinha, que a Folha visitou há 15 dias, era todo à flor da pele.

“São 11 horas de trabalho por dia, seis dias por semana. Mas não poderia ser um prazer mais intenso. Estou completamente entregue”, diz a protagonista, prestes a ir colocar uma peruca Chanel para interpretar uma Elis jovem, recém-chegada ao Rio.

Enquanto Andréia sonha com encontrar seu personagem, Lúcio Mauro Filho, 41, teve a chance de trazer o dele para dentro do cotidiano.

“Eu amo o Miele!”, diz o ator, com pelos postiços formando a barba do showman que interpreta.

Os dois fizeram um show de humor antes do filme e passaram algumas tardes, regadas a doses de uísque, conversando sobre os tempos áureos do Beco das Garrafas, meca da bossa nova no Rio, onde Elis cresceu artisticamente, junto com a projeção do lugar –reconstruído no set a partir de desenhos que o próprio Miele fez de cabeça.

Outro distinto cavalheiro de terno passa enquanto Miele vai para o bar cênico gravar. É o Ronaldo Bôscoli de Gustavo Machado, 41. Marido, compositor dos seus prediletos e um dos produtores que deu forma ao som de Elis, Bôscoli também se envolveu com Nara Leão e Maysa.

“Eram tempos bem interessantes”, diz Machado. “Pessoas fascinantes juntas. Se bem que o pessoal daqui tampouco faz feio.”

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