Divulgado resultado de laudo de bebê encontrado morto em lata de lixo na PB

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Delegado e perito apresentam resultado do laudo

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da Capital, em parceria com a Gerência de Odonto-Medicina Legal (Gemol) da Paraíba, divulgou o laudo de exame realizado no corpo de um bebê recém-nascido encontrado morto no dia 21 de setembro, no bairro do José Américo, em João Pessoa. A menina estava envolvida em sacos plásticos, em uma lata de lixo, e foi encontrada por um agente de limpeza que chamou a Polícia.

De acordo com o médico legista e gerente operacional do IML, Flávio Fabres, o bebê, do sexo feminino, passou por um longo processo de asfixia antes de morrer, caracterizando assim a causa da morte como asfixia por sufocação indireta. “Nos exames cadavéricos realizados, foi possível constatar que o bebê teria nascido com vida, teria passado por 34 semanas de gestação e depois do nascimento sofreu uma forte pressão sobre o tórax, causando assim a morte por sufocação indireta. A menina não tinha lesões externas e pelos levantamentos ela estava morta há mais de seis horas, quando foi feita a perícia, ainda na manhã em que o corpo foi encontrado”, disse Flávio Fabres enfatizando que o laudo descarta a hipótese de aborto ou da criança ter nascido morta.

Segundo o titular da Delegacia de Homicídios, Reinaldo Nóbrega, a mãe da criança ainda não foi identificada e as imagens de circuito de câmeras da região onde o bebê foi encontrado não registraram a pessoa que abandonou a menina no tambor de lixo. “Nós estamos seguindo com as investigações, o laudo do IML nos deu um maior entendimento sobre a situação e já requisitamos mais exames que possam contribuir com esse caso, como por exemplo pedimos que recolhessem material genético da boca do bebê para termos certeza se ela foi amamentada ou não, podendo assim ter uma amostra genética da possível mãe dessa criança. Além disso, já estamos colhendo depoimentos de moradores da área, estamos fazendo um levantamento de mulheres que estavam gestantes e que moram no José Américo e/ou em bairros vizinhos, na tentativa de conseguir uma pista desta mulher, genitora da recém-nascida morta”, revelou a autoridade policial.

Para o delegado, esse caso é de extrema complexidade e pede um maior empenho da equipe na tentativa de encontrar a mãe da criança, para elencar informações da motivação do crime. “É importante também a ajuda da sociedade. Quem tiver dados que possam contribuir com a investigação policial pode ligar para o número 197 – Disque Denúncia da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds). A ligação é gratuita, não precisa se identificar”, frisou.

Após o laudo, o descarte de aborto e a confirmação de que o caso se trata de um homicídio ou infanticídio, a Delegacia de Homicídios está empenhada em descobrir quem é a mãe. “Até o momento temos apenas o relato de um funcionário da padaria que fica próximo ao local do caso. Ele conta que avistou duas jovens e que acredita que uma delas estaria chorando. Vamos continuar investigando, fazendo diligências, requisitamos mais exames, pedimos a ajuda da população”, finalizou o delegado.

Exames descartam aborto e mãe ainda não foi identificada

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