Definida programação de eventos internacionais de saúde em João Pessoa

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Já está definida a programação do X Congresso de HIV/Aids e do III Congresso de Hepatites Virais, que acontecerão, de forma simultânea, no período de 17 a 20 de novembro, no Centro de Convenções, em João Pessoa. Durante os quatro dias, a capital pessoense será transformada num grande centro científico, com diversas discussões, sendo a principal, “o fim da epidemia de aids até 2030”, com palestrantes de vários países, por meio de tradução simultânea. A abertura oficial será no dia 17, às 16h, no Teatro Pedra do Reino.

Os eventos serão promovidos pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Governo do Estado da Paraíba. A expectativa é que compareçam três mil pessoas do Brasil e de todo mundo, entre trabalhadores da saúde, professores universitários, estudantes de pós-graduação e a população chave, a exemplo de usuários vivendo com HIV/aids ou hepatites, profissionais do sexo, travestis, transexuais, etc.

“Há 32 anos que convivemos com a aids e, por isso, há a necessidade de haver novos estudos e descobertas e o Congresso terá este objetivo, reunindo em nossa capital as maiores autoridades no assunto, de todo mundo. Será um momento ímpar”, disse a gerente operacional das DST/Aids/HepatitesVirais da SES, Ivoneide Lucena.

Segundo Ivoneide, uma das novidades será a transmissão das discussões, de forma online, para as salas de aula de 20 escolas estaduais. “As temáticas são de extrema importância para o público jovem, daí aproveitarmos para repassar os conhecimentos por meio de uma parceria entre as Secretarias de Estado da Saúde e da Educação”, destacou.

O Congresso de Aids é realizado desde a década de 90. Nas nove edições anteriores, o foco sempre foi a prevenção, o que muda a partir deste ano é que se torna um evento que debaterá todos os aspectos da resposta à epidemia: novas técnicas de diagnóstico, novos tratamentos, novas pesquisas, profilaxias pré e pós-exposição.

Esta é a terceira edição do Congresso de Hepatites Virais, que cresce em importância, pois, em relação à hepatite C, o Brasil e o mundo vivem em 2015 um momento sem precedentes, com a alta possibilidade de cura trazida por novos medicamentos e o compromisso assumido pela OMS, que pretende erradicar a doença até 2030.

Programação – Os eventos começarão no dia 17, às 8h, com várias oficinas, entre elas, sobre caminhos da inclusão; saúde integral e a população trans. Às 16h, haverá a abertura oficial com a presença das autoridades políticas e a apresentação do grupo do Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (Prima), do Governo do Estado. A solenidade será encerrada com a conferência “Por que pensar no fim da epidemia em 2030?”, com Julio Montaner, do Canadá.

No dia 18, os trabalhos serão reiniciados às 8h. Serão apresentadas diversas experiências e práticas bem-sucedidas no Brasl, dos programas de HIV/aids em países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Moçambique), eliminação da transmissão vertical do HIV, prevenção combinada no contexto brasileiro e internacional, mídias digitais e a resposta ao HIV/aids, apresentação de trabalhos orais, bate-papo: Aids, doença e morte no passado e a visão da juventude nos dias atuais e o lançamento do livro “Histórias da Aids no Brasil de 1983 a 2003”.

No dia 19, a partir das 8h, serão apresentadas experiências no cuidado com hepatites virais em populações remanescentes de quilombos, em indígenas, em população privada de liberdade; tratamento da hepatite B; saúde sexual e reprodutiva em pessoas vivendo com HIV/Aids; olhares da juventude: protagonismo juvenil; protagonismo trans, processo transexualizador e atenção em HIV/aids; visitação de posters; novos desafios em hepatite C; testes rápidos: da capacitação à realização; lançamento do livro “A Síndrome: Histórias de luta contra a Aids em 30 anos” e um bate-papo sobre o viver com HIV/aids, ontem, hoje e amanhã.

No dia 20, às 8h, continuam as apresentações das experiências e práticas bem-sucedidas no Brasil, a exemplo de testagem do HIV para homens que fazem sexo com homens; políticas públicas intersetoriais e contribuições para boas práticas na prevenção; população trans e o acesso ao cuidado; eliminação da hepatite C como problema de saúde pública; transplante hepático; “Educação, prevenção e redes sociais combinam?”; saúde da mulher lésbica e bissexual no Brasil: Avanços e desafios e a importância da mídia na prevenção das hepatites virais. O encerramento dos eventos está previsto para as 16h.

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