Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida chega em Guarabira

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Dom Lucena em evento ocorrido no Santuário Nacional de Aparecida.

O bispo de Guarabira, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena receberá amanhã, no Santuário Nacional de Aparecida, a imagem jubilar da padroeira do Brasil. A solenidade acontecerá às nove horas e será transmitida pela Rede Aparecida de Televisão.

O evento integra as comemorações dos anos de criação da Diocese de Guarabira, fundada em 1980, através da Bula “Cum exoptaret” de autoria do Papa João Paulo II.

O Padre Adauto Tavares Gomes, Cura da Catedral, disse que a Diocese prepara uma grande festa para acolher a imagem peregrina. “Nos reuniremos em Mari, todos estão convidados, de lá sairemos numa grande carreata rumo a Guarabira”, afirmou.

A imagem ficará por um ano na Diocese e percorrerá todas as cidades, permanecendo por dez dias em cada uma delas, “Serão dias de muito júbilo e regozijo para os fiéis. Faremos desse momento um período de missões. Maria é a grande estrela da evangelização”, complementou o Pe. Adauto.

Na próxima sexta Dom Lucena presidirá a penúltima noite de novenário dedicado à padroeira do Brasil. O evento também será transmitido pela Rede Aparecida, às 19h.

Aspectos históricos

Toda história da religiosidade de Guarabira surge em meados de 1755, quando o Sr. José Rodrigues Gonçalves da Costa, natural de Beiriz, pequena povoação do Conselho de Póvoa de Varzim, distrito do Porto, na região norte de Portugal, decide deixar sua terra natal e morar no Brasil.

Atormentados pelo grande sismo ocorrido em Portugal no ano de 1755, decidiram mudar para as terras brasileiras, em busca de uma vida nova, longe de grandes tremores. Partindo para o Brasil, chegaram à capitania da Parayba, e posteriormente as terras que hoje seriam a cidade de Guarabira.

Muito devoto de Nossa Senhora da Luz, título bastante venerado em sua província, protestou-a rogo em Beiriz, que ao se mudar de Portugal com a família, conduziria a venerada imagem da Luz, onde edificaria uma ermida numa terra que não sofresse abalos sísmicos.

Assim fez, cumprindo sua promessa, a mudança foi bem aceita pelos primeiros grupos que aqui habitavam, tendo em vista que já havia uma pequena capela no local em honra à Nossa Senhora, construída pelo Pe. João Milânes.

Segundo a Tradição Popular e relatos de vários historiadores, os primeiros ofícios em honra à Nossa Senhora da Luz, nessas terras, teriam sido iniciados em 1760, logo com a chegada da Família Beiriz. Marcado por muita religiosidade e tradição, os fiéis celebraram no ano jubilar de 2010, os 250 anos das festividades religiosas em honra a padroeira do município e da Diocese de Guarabira.

A Paróquia de Nossa Senhora da Luz foi criada em 27 de abril de 1837 pelo Arcebispo de Olinda, Dom João da Purificação Marques Perdigão, cuja circunscrição eclesiástica fazia parte até o dia 27 de abril de 1892, quando o Papa Leão XIII, pela Bula “Ad Universas OrbisEcclesias” desmembrou o território que compreendia os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, constituindo assim uma nova Diocese com sede na então capital paraibana.

Em 6 de fevereiro de 1914, vinte anos depois da criação da Diocese da Paraíba, o Papa São Pio X, pela Bula “MaiusCatholicaeReligionisIncrementum“, cria a Diocese de Cajazeiras, no sertão paraibano e, ao mesmo tempo, eleva a Diocese da Paraíba à condição e dignidade de Arquidiocese e Sede Metropolitana, tendo por sufragâneas as duas Dioceses que haviam sido desmembradas do seu território: Natal e Cajazeiras.

Com o passar do tempo foram criadas as dioceses de Campina Grande e Patos. Em 1975, o papa Paulo VI nomeia o padre Marcelo Pinto Carvalheira como Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Paraíba, ficando sob sua responsabilidade a organização de uma nova Diocese, desta vez no brejo paraibano, região marcada pela religiosidade, missão e romarias.

Em 1980, enfim, foi criada, através da Bula “Cum exoptaret” do Papa João Paulo II, a Diocese de Guarabira, elevando ao título de Igreja Catedral, a antiga matriz de Nossa Senhora da Luz.

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A imagem ficará por um ano na Diocese e percorrerá todas as cidades, permanecendo por dez dias em cada uma delas

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