Encerramento do IGF 2015 aconteceu nesta sexta-feira (13); Saiba do que se trata

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(Foto: Adrianny Santos / CartaPB)

O que é o IGF?O Fórum de Governança da Internet (IGF) é convocado pelo secretário-geral das Nações Unidas em resposta a um mandato estabelecido pela Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação (CMSI, ou em inglês WSIS). Tornou-se o principal fórum global multilateral sobre questões de políticas públicas relacionadas à governança da Internet, desde a sua primeira reunião em 2006.

O IGF fornece uma plataforma de diálogo e intercâmbio de pontos de vista multissetorial, imparcial e independente, e de compartilhamento de conhecimentos e melhores práticas sobre políticas relativas à Internet. É um fórum aberto a todas as pessoas com interesse em questões de governança da Internet.

O IGF tem procurado continuamente facilitar a participação dos países em desenvolvimento no debate sobre governança da Internet. Em última análise, o envolvimento de todas as partes interessadas, tanto dos países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, é necessário para o desenvolvimento futuro da Internet.

O que o IGF busca alcançar especificamente?

O IGF ressalta o valor das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) e da Internet no apoio a uma Sociedade da Informação centrada nas pessoas e orientada para o desenvolvimento sustentável. Contribui a nível nacional, regional e internacional para a construção de um ciberespaço que promove a paz e a segurança internacionais, promove o desenvolvimento sustentável e realiza progressos nos direitos humanos.

Fornece uma oportunidade para discutir formas de diminuir o fosso digital e trazer a Internet para aqueles que mais precisam. Esforça-se, ainda, para dar a todos os interessados uma voz igual na construção de uma sociedade da informação que seja aberta, segura e confiável, e um motor para o desenvolvimento sustentável.

Qual é a importância do IGF10?

O IGF deste ano vem em um momento decisivo, com a recente adoção de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável – a Agenda 2030 –, que destaca a importância das TIC e da Internet para o desenvolvimento sustentável. Uma Internet aberta, segura e de confiança será fundamental no apoio à realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O que a Agenda 2030 diz sobre a Internet?

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável destaca o papel crucial que a Internet desempenha na promoção dos objetivos e metas de desenvolvimento sustentável, incluindo as relativas à educação inclusiva e equitativa, à igualdade de gênero e à de infraestrutura, industrialização e inovação.

A décima edição do IGF buscar reforçar os vínculos entre os debates, as recomendações e as opções de políticas públicas, partindo do ecossistema da Internet e incluindo vários IGFs nacionais e regionais. Além disso, as organizações de governança da Internet relevantes são incentivadas a levar adiante as ideias-chave levantadas durante o décimo IGF.

Dados principais sobre o tema

A penetração da Internet cresceu de pouco mais de 6% da população global em 2000 para 43% em 2015. Como resultado, 3,2 bilhões de pessoas estão ligadas a uma rede global de conteúdos e aplicativos.

A proporção de domicílios com acesso à Internet aumentou de 18% em 2005 para 46% em 2015.

Globalmente, 3,2 bilhões de pessoas estão usando a Internet, das quais 2 bilhões são de países em desenvolvimento.

Das 940 milhões de pessoas vivendo nos países menos desenvolvidos (PMD), apenas 89 milhões usam a Internet, o que corresponde a uma taxa de penetração de 9,5%.

Ao final de 2015, haverá mais de 7 bilhões de assinantes de um serviço de telefone celular, correspondendo a uma taxa de 97% de penetração, acima dos 738 milhões em 2000.

Na África Subsaariana, menos de 21% da população utiliza a Internet, e nos países menos desenvolvidos esse número é inferior a 10%.

A Coreia do Sul continua a ter a maior penetração de banda larga domiciliar do mundo, com 98,5% dos lares conectados, seguido por Catar (98%) e Arábia Saudita (94%).

Os níveis mais baixos de acesso à Internet são encontrados principalmente na África Subsaariana, com Internet disponível para menos de 2% das populações na Guiné, Somália, Burundi e Eritreia.

Para cada aumento de 10% na penetração da banda larga no mundo em desenvolvimento, o produto interno bruto (PIB) aumenta em quase 2% em média.

No mundo em desenvolvimento, as mulheres tem acesso à Internet cerca de 25% menos do que homens. Esta diferença sobe para quase 50% em algumas partes da África Subsaariana.

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