Moradores de Campina Grande usam grupo virtual para doar objetos

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Um grupo de pessoas em Campina Grande está usando a internet para criar uma comunidade de doações de objetos sem uso. Chamado “Free Your Stuff Campina Grande” (ou “Liberte Suas Coisas” em português), o grupo no Facebook já conta com mais de 1.200 membros. A iniciativa busca uma aproximação nas relações pessoais e o consumo consciente.

A ideia disseminada pelo grupo é tornar possível um cenário onde as atitudes de cooperação serjam valorizadas e mais comuns que as de competição e a busca por lucro. “Aqui é permitido imaginar um mundo livre de dinheiro ou recompensas. Se você precisa de alguma coisa, peça. De graça mesmo. E se você quer passar alguma coisa adiante, lembre-se que é uma doação. Não peça querendo algo em troca, a menos que seja um acordo”, explica Mayara Lucena, administradora da comunidade.

Segundo a administradora essa iniciativa surgiu através de uma pesquisa acadêmica sobre a felicidade na sociedade contemporânea. “Observamos que muitos indivíduos interligam a felicidade com o consumo material, uma felicidade ilusória. Diminuído os acúmulos e os desperdícios, estimulamos um consumo sustentável”, explica.

Em Campina Grande, a iniciativa foi criada em janeiro de 2015 seguindo uma tendência que surgiu na Alemanha em 2011. Ainda de acordo com a administradora a comunidade, o grupo conta com um público variado. O grupo é destinado a moradores de Campina Grande que desejam doar ou receber, móveis, roupas, livros, revistas, eletrônicos entre outros diversos objetos. Mayara destaca que existem algumas restrições referentes à política do grupo. “Pedidos ou doações de animais não são aceitos, pois bichos de estimação não são coisas, bem como remédios porque obter remédios sem receita médica pode ser prejudicial a saúde”, diz.

A bailarina Samuely Laurentino é integrante do grupo há pouco mais de nove meses. Bastante ativa, ela procura oferecer objetos que costuma não utilizar mais. “Geralmente ofereço livros usados ou que já li. Normalmente eles ficariam parados na estante, assim é uma forma de gerar uma reutilização e até passar conhecimento para alguém”, explica. Ela ainda acrescenta que recentemente necessitou de cabides e uma das pessoas que pegou livro com ela ofereceu o objeto, realizando uma troca de favores.

Para o estudante Ayrton Queiroz que está há três meses no grupo, a iniciativa é interessante e desperta um sentimento de comunidade forte. “Normalmente, antes do grupo quando tinha algo sem uso meu primeiro pensamento era vender o objeto. Agora eu dou preferência a oferecer no grupo. Assim, faço minha parte e o mundo se beneficia com isso”, comenta.

G1

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