Cássio prevê agravamento da crise em 2016: “Será pior”

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Em entrevista ao jornalista Heron Cid, na MaisTV,canal de vídeo do Portal MaisPB, o senador paraibano Cássio Cunha Lima (líder do PSDB no Senado Federal) comentou as investigações de esquemas de corrupção no Governo Dilma Rousseff, voltou a defender novas eleições para presidente já em outubro do ano que vem e fez projeções pouco positivas para 2016 na área econômica: “Será pior que 2015”. O senador tucano acredita que – entre março e abril – haverá mais desemprego, inflação e taxa de juros ainda mais elevada.

“Acho que teremos um ano ainda mais difícil. Não quero ser pessimista, mas o que se anuncia para o ano que vem é um tempo de dificuldades ainda maiores. Tanto na economia, onde vamos ter o agravamento dessa crise, sobretudo entre março e abril, com crescimento do desemprego, aumento da taxa de juros, redução do poder de compra do assalariado e inflação de volta. Enfim, tudo isso que tem feito a vida do brasileiro piorar”, disse Cássio Cunha Lima.

O líder tucano destacou que o povo brasileiro sofre com uma crise sem tamanho e aponta a presidente Dilma Rousseff como culpada. “Tudo começa em 2014 quando de forma proposital Dilma mentiu e resolveu enganar o Brasil inteiro, durante a campanha, trazendo uma realidade que não condizia com os fatos, para criar aquela aparência falsa de que o país estava no rumo certo, quando na verdade o buraco já estava formado”, disse ele.

A solução para o caos econômico e o panorama político pouco amistoso é apontada pelo senador: novas eleições. Ele disse que pode até não haver impeachment, mas o afastamento de Dilma Rousseff se dará de maneira legítima e como resultado de suas ações irregulares.

“As pessoas não perceberam ainda que nós temos um caminho que é indiscutivelmente o melhor, que são as novas eleições. Impopularidade não é razão para impeachment. Precisa que caracterize crime de responsabilidade, que foi cometido por Dilma. O crime eleitoral também foi cometido porque houve caixa 2 para a campanha. Mas, acho que é muito melhor para garantir a legitimidade que haja novas eleições, junto com as eleições municipais [ano que vem]. E aí nasce um governo legitimado pelo voto”, declarou Cássio Cunha Lima.

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