Relação entre vírus da zika e microcefalia será pesquisada na PB

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Um acordo de cooperação internacional entre o Governo da Paraíba e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (CDC) foi firmado para investigar a relação do vírus da zika com a microcefalia. Até o fim do mês, técnicos do CDC norte-americano devem chegar ao estado para trabalharem com pesquisadores locais no estudo. Uma reunião com o governador Ricardo Coutinho e gestores da Saúde estadual foi realizada na tarde desta quinta-feira (11) no Palácio da Redenção em João Pessoa, sede oficial do Governo da Paraíba.

Conforme a Secretaria de Estado da Saúde, Roberta Abath, a Paraíba vai utilizar a estrutura existente no estado e foi escolhido porque tem 95% de cobertura da natalidade e os primeiros casos foram diagnosticados no estado. Além disso, conforme ela, a Paraíba já vem desenvolvendo uma pesquisa de cardiopatia que será ampliada para neurologia relacionada à Zika. Roberta Abath informou que a pesquisa foi publicada, inclusive, no site da Organização Mundial da Saúde, chamando atenção de países como Austrália, Japão e Estados Unidos.

A pesquisa citada pela secretaria pode ser conferida no site da Organização Mundial de Saúde.

Desenvolvimento da vacina
O ministro da Saúde, Marcelo Castro,anunciou nesta quinta-feira (11) uma parceria firmada entre o Instituto Evandro Chagas, sediado em Belém, e a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, para desenvolver uma vacina contra o vírus da zika.

Segundo ele, a experiência das instituições pode encurtar o prazo de formulação do produto em laboratório para um ano. Depois, a vacina deve ser testada em animais e humanos por mais dois anos, antes de o imunizante ser aplicado em grande escala, de acordo com o ministro.

“O acordo que assinamos hoje é um passo importante para o desenvolvimento de uma vacina para o vírus Zika. A previsão inicial é que os pesquisadores brasileiros e americanos concluam o imunizante nos próximos dois anos. A Universidade do Texas Medical Branch foi escolhida por ser um dos principais centros mundiais de pesquisas de arbovírus, e um dos mais especializados no desenvolvimento de vacinas. Assim como o Instituto Evandro Chagas, que também é referência mundial como centro de excelência em pesquisas científicas”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

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