Suspeitos de fraudar empréstimos e financiamentos são presos em Sapé

Prejuízos às vítimas superam R$ 330 mil, segundo delegado.

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Três pessoas foram presas, na tarde desta terça-feira (28), suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada na falsificação de documentos, contratação de empréstimos bancários, financiamento de veículos e transferência de benefícios sociais – como aposentadorias e pensões – de maneira fraudulenta. De acordo com o G1 Paraíba, a prisão foi realizada em Sapé, na Mata Paraibana, durante uma operação da Delegacia de Defraudações e Falsificações de João Pessoa (DDF).

Segundo o delegado Lucas Sá, durante a operação, foram presas duas mulheres, de 45 e 53 anos, e um homem de 54 anos. Todos foram autuados por estelionato, receptação, falsidade ideológica, uso de documento falso, associação criminosa e porte ilegal de arma. As penas podem ultrapassar 25 anos de prisão. Outras duas mulheres e um homem, já identificados, não foram localizados durante a operação e são considerados foragidos. A polícia ainda investiga a participação de outras duas pessoas.

As investigações da DDF tiveram início com a prisão de um dos integrantes da associação, no dia 11 de janeiro. A partir desta prisão em flagrante, a DDF passou a investigar as fraudes praticadas, descobrindo que os crimes são praticados por uma associação criminosa composta por pelo menos oito pessoas, de diversos estados.

De acordo com Lucas Sá, os suspeitos possuem senhas de acesso de bancos e de sistemas de informação, utilizando as informações obtidas na fabricação dos documentos falsos. A DDF descobriu a localização atual da associação, em Sapé, e passou a monitorar os suspeitos por dois dias antes de deflagrar a operação.

A associação criminosa já fez pelo menos 11 vítimas nos últimos quatro meses, conforme explicou o delegado. Eles abriam contas bancárias, contratavam empréstimos, clonavam cartões de crédito, financiavam veículos e conseguiam até mesmo transferir benefícios sociais das vítimas, causando, em média, um prejuízo de cerca de R$ 40 mil por vítima, desviando pelo menos R$ 330 mil.

A DDF conseguiu contato com uma das vítimas, que mora em Natal, em nome do qual foi feito um empréstimo no valor de R$ 55 mil, financiado um veículo Fiat Bravo, e outras condutas, causando um prejuízo total de R$ 80 mil. A vítima – deficiente físico e aposentado por invalidez – teve a sua aposentadoria transferida para a conta aberta pelos golpistas, de maneira que está tentando demonstrar na justiça que todas as contratações foram realizadas de maneira fraudulenta.

Com os detidos, a DDF apreendeu um revólver .38, cartões bancários em branco, cartões de crédito clonados, cédulas de identidade falsas, plástico para fabricação de RGs, impressoras utilizadas para a fabricação dos documentos, três veículos adquiridos com documentos falsos e diversos equipamentos eletrônicos.

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