Procura-se imprensa livre

É necessário ampliar o olhar quando o assunto é a liberdade dos profissionais de imprensa

Foto: Domínio Público/Pixabay
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Qual é o preço da verdade? Quanto você pagaria por ela? É necessário ampliar o olhar quando o assunto é a liberdade dos profissionais de imprensa.

Em tempos de crise no jornalismo, que perpassa as questões de mercado, de uma forma geral, é cada vez mais difícil manter veículos de comunicação no ar de forma a se garantir a isenção necessária para se chamar l i b e r d a d e — assim com todas as letras.

Setores da política — governos, legislativo, políticos de uma forma geral–, seguem como a única alternativa rentável para esses veículos. É quem financia, é quem garante a sustentação financeira, mas — infelizmente — não é de forma gratuita.

O preço que se paga é o meio-jornalismo, a meia-informação, distante da tão almejada liberdade, tão necessária numa democracia.

Empresas conceituadas de comunicação no Brasil, cada vez mais partem para o financiamento direto do público, com cobranças de assinatura, programas de doação, como uma alternativa a manter essa liberdade, cada vez mais difícil.

Tornamos a perguntar, qual o preço da verdade? Quanto você pagaria por ela?

Em meio a tantos sites, blogs, rádios, TVs e um volume enorme de informações a serem exploradas diariamente, o papel social do jornalismo se cumpre, mesmo com a crise. O que se resta saber se o preço que se paga é justo.