Vereadoras de Alagoinha são barradas na tentativa de fiscalizar Governo Municipal

Direitos constitucionais são negados. O que fazer?

 

A polêmica está instalada, Como negar um direito constitucional a duas Vereadoras da oposição do município de Alagoinha de fiscalizar o Executivo e o que se constatou foi à negação a esses direitos.

O fato ocorreu na cidade de Alagoinha e chocou toda a sociedade.  A começar pela preocupação da negação de distribuição de remédios em lugares distantes onde pessoas comuns não têm acesso a esses direitos que lhes é assistido e coberto pela Constituição. Direitos simples como o atestado médico serem negado pelo Prefeito. O que gerou conceitos e conflitos em suas situações. O funcionário de apelido Sabão que é irmão do vereador e presidente da Câmara Municipal, se diz ser perseguido pelo prefeito Jeová José e apresentou provas documentais.

Vereadoras tem negado seu direito de fiscalizadoras

O maior conflito foi à negação de direitos constitucionais a Vereadores de fiscalizarem órgãos municipais. As vereadoras Ruth Karla e Socorro de Davi foram impedidas de visitar a Farmácia de Saúde e a Escola José Barbosa de Lucena; seus acessos foram rejeitados por profissionais que deveriam facilitar sua entrada e por maneiras que deviam se manter conscientes do papel das mesmas. Na farmácia básica as vereadoras observaram pessoas com receitas em mãos e que não foram atendidas e voltavam pra casa sem resultado. E ainda assim, sua permanência no local lhes foi negado.

As vereadoras queriam apenas constatar denúncias, mas foram impelidas a desistir. “Queríamos apenas entrar e verificar e ver que tipos de remédios estão faltando. Nosso papel é fiscalizar. É preciso averiguar a denúncia para ter resultados concretos,” disse as Vereadoras.·.

AVERIGUAÇÃO – “Visitamos a Escola José Barbosa de Lucena, onde houve denúncias quanto à merenda escolar e para atestar a denuncia sabíamos que era preciso saber a verdade, mas, mais uma vez nos foi negado o acesso, disse as vereadoras”.

Elas foram enfáticas em seu depoimento na tribuna da Câmara Municipal. “A direção da Escola negou o acesso, só queríamos verificar se era verdade ou não, para formular a denúncia e dar uma satisfação à sociedade,” disse.  Como nos foi negado o acesso “procuramos a Promotoria para relatar fatos e descobrimos o que já sabíamos; não era necessário anunciar ou agendar visitas, como Vereadora tem o livre acesso a qualquer fiscalização no município.” “-Somos fiscal do povo,” relataram as vereadoras. “É lamentável que isto tenha acontecido”. Fomos barrados na Secretaria da Saúde e na Escola.

Socorro de Davi – `Há dias vimos recebendo denuncias, como a falta de remédios. “È lamentável que uma senhora venha sofrendo há oito meses em busca de uma cirurgia de catarata para seu pai, algo simples e que vem se estendendo há meses e nada é resolvido”. Algo simples, segundo a Vereadora.

A vereadora fez denúncias sobre o caso das Biópsias e das dificuldades nessa área e da ausência de melhorias, que não há uma verdadeira assistência. Ela desabafou que não é preciso esperar pelo OUTUBRO ROSA para dar uma verdadeira assistência ás mulheres que padecem desse mal.

Socorro de Davi ressaltou sua preocupação tanto na área da educação como a saúde e disse: “Vergonhoso de exercer o mandato ao defender o povo, em nosso papel em sermos proibidas; é lamentável de tentarmos exercer nosso papel, lamentável”, desabafou a vereadora.

Sobre as receitas médicas

“Receitas se vencem e as pessoas não conseguem os remédios e muitas vezes, remédios baratos”! – Indignou- se a vereadora Socorro de Davi. “A Merenda escolar da Mais Educação só servia salsicha, no entanto fomos averiguar, mas foi negado o acesso, até o cardápio nos foi negado o acesso,” desabafou a vereadora.

A vereadora Ruth Karla enfatizou que – “Há muita coisa a ser fiscalizada e acredito que não sejamos mais barradas. O ministério Publico nos permitiu e esclareceu esse direito, além de ser um direito constitucional e municipal.

Marcondes de Durval – Sobre o caso Sabão

– “Independente da minha posição, sou contra o Prefeito, Eu não estava sabendo disso e se foi negado o direito a Sabão, tem-se de se averiguar. As vereadoras tem que fiscalizar e parabenizo-as, mas tudo tem limites… Não é hábito essa fiscalização, mas é válido”, disse Marcondes.

Valter Pimentel – “Me comprometo com as senhoras em seu direito de fiscalizar, estarei com vocês e assim farei com vocês as críticas”. Comprometeu-se Valter.

Luciano de Biu de Téo – “Vereador tem força pra entrar e sair em qualquer repartição do município”. Nosso papel é fiscalizar. Todo o dia tem problemas a resolver e observar as coisas erradas,’ afirmou o vereador.

João Adriano Silva

Do CartaPB

 

 

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